"Nao desista nunca de lutar pelo que se muito quer."
Então ela adormeceu ...
... depois de um longo choro.
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To me sentindo meio sei la de um tempo pra cá , tudo esta diferente , estranho , as pessoas mudam de humor super rápido comigo e depois ainda vem falar que eu estou diferente […]  Eles não sabem mais isso as vezes machuca , e ate que demais . […] Estou triste e isso não passa , o que sera isso ? Amor , Carência ,Saudade ? Sei la tanto faz . Eu ando fingindo muito , fingo que estou bem , as vezes acho que estou fingindo ate que demais , mais sei la só acho . 
(imbornthiswaybaby)
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To me sentindo meio sei la de um tempo pra cá , tudo esta diferente , estranho , as pessoas mudam de humor super rápido comigo e depois ainda vem falar que eu estou diferente […]  Eles não sabem mais isso as vezes machuca , e ate que demais . […] Estou triste e isso não passa , o que sera isso ? Amor , Carência ,Saudade ? Sei la tanto faz . Eu ando fingindo muito , fingo que estou bem , as vezes acho que estou fingindo ate que demais , mais sei la só acho . 

(imbornthiswaybaby)

quase-heroi:

E assim como as palavras, o silêncio também machuca.   (quase-heroi)
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quase-heroi:

E assim como as palavras, o silêncio também machuca.   (quase-heroi)


O tempo não curou, como todos diziam. O tempo me ajudou a entender, que o amor nunca é o bastante, e que se você quiser muito que uma coisa aconteça.. tu tem que correr atrás e conquista-la
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O tempo não curou, como todos diziam. O tempo me ajudou a entender, que o amor nunca é o bastante, e que se você quiser muito que uma coisa aconteça.. tu tem que correr atrás e conquista-la

É, como eu queria ser feliz 24hrs por dia… mas, infelizmente, isso não é possível. Sempre tem algo que te deixa triste, ou é algo que você lê e não deveria, ou é algo que você queria ter ao seu lado mais não tem, e o pior é que essa tristeza vem e fica por um tempo. Então, aproveite cada segundo de felicidade como se fosse o último, mesmo por que quando a tristeza vir você vai se arrepender de não ter aproveitado os momentos felizes que teve (quase-heroi)

necessidades:

Coca-cola, formigas atômicas e combo de pipoca.
 Tava na fila do cinema quando vi um cara com blusa das formigas atômicas acenar pra mim. Olhei duas, três, cinco mil vezes pra ver se eu não tava delirando. Ele vinha na minha direção com os braços abertos e eu calculei a distância entre o elevador mais próximo e eu. Não dava tempo de correr. Também não dava tempo de cavar um buraco no piso do shopping e pular dentro.
 ― Ei, preta. ― Ele me deu um abraço estranho de uma só mão e eu meio que abracei a outra mão dele e… hãm, foi um desastre. Mas meu coração doeu quando eu ouvi essa voz e esse apelidinho que anos atrás, eram suficientes pra deixar meu dia mais feliz. 
 ― O…hei… ã.  ― Eu queria dizer “Hey, oi, e aí?”. Mas não conseguia pronunciar direito.
 ― Quanto tempo né. 
 ― Pois é… ― Balancei a cabeça.
 ― É… e aí?  
 ― Tudo nice.
 ― Então… anos, né?
 ― Pois é. Três ou quatro.
 ― Acho que é quatro.
Três anos, nove meses e quatro dias, querido.
 ― É…
 ― Arram…
 ― Pois é.
Passamos algum tempo nos olhando constrangedoramente. Lembrei do tempo que nós tínhamos assunto. Era natural como respirar. Passávamos umas boas três, quatro horas no telefone. O assunto nunca acabava e o silêncio também não era um incômodo, nós meio que nos entendíamos. E olha só pra gente agora. Procurei na minha cabeça algum assunto que poderia falar com ele, mas não vinha nada. Estava quase correndo pra longe quando…
 ― Uma amiga minha te viu um dia desses.
Meses e meses atrás, corrigi mentalmente.
 ― Dalila?
 ― Não, não. Você não conhece.
― Então como ela sabe quem sou eu?
Ok. Já posso correr. Deveria dizer “não, é que assim, você é meio que o cara que eu mais amei na vida e meio que eu ainda falo de você pra Deus e o mundo”? Não né.
― Quis dizer que você não deve se lembrar dela, enfim, esquece.
― E esse suco aí na tua mão?
Olhei pra baixo e notei realmente que eu estava segurando um copo de suco de laranja. Alguém, que eu não me lembrava agora quem era, tinha ido comprar pipoca pra gente também, eu acho.
 ― É um suco.
 ― Tá brincando que é um suco? ― Ele ironizou. ― Tô querendo saber, é, cadê tua coca cola?
 ― Ah, sim, sim.  Não tomo mais, sabe. ― Era minha deixa. Ensaiei falar isso faz anos.  ― Mudei muito.
 ― Tu? Mudou? Tu? Parou de tomar coca? Ta beleza, eu acredito.  
 ― Não ta vendo o suco na minha mão? Parei de tomar coca.
 ― Não parou não.
 ― Parei. ― Queria jogar o suco na cara dele ― Isso aqui é suco.
 ― Mas continua querendo tomar coca.
 ― Isso não significa nada.
 ― Claro que significa. ― Ele sorriu ― Significa que tu deixou de tomar coca, mas nunca vai deixar de tomar coca. Ela ta aí dentro de ti ainda. Tu sempre vai desejar uma coca gelada que rasga a garganta. Pega logo uma coca.
 Verdade. Quase pude sentir o gosto enquanto ele dizia isso. Como eu queria coca-cola. Quase dois anos que eu não tomo e eu nunca deixei de querer tomar.
Mas enfim, o que tem haver?
 ― Que bom que só querer não dá celulite né?  ― Sorri.
 ― Você seria linda de qualquer forma. Com ou sem celulite.  ― Ele falou em um tom mais baixo e mais intenso, e eu tive um ataque cardíaco, pelo menos era o que eu sentia. Olhei pros lados disfarçando a timidez.
 ― E os caras?  ― Ele perguntou quando teve a certeza de que eu não iria mais responder.
 ― Que caras?
 ― Os caras, né.
 ― Hãm?
 ― Namorados, preta, namorados, problemas, paqueras, etc.
Ah sim. Isso me lembrou que tinha alguém comprando pipoca em algum lugar desse shopping. Olhei de relance pra ver se encontrava, mas aparentemente não estava em nenhum canto. Ou era culpa minha, que só conseguia ver o cara de camisa das formigas atômicas na minha frente.
 ― Tô namorando.
 ― Você? ― Ele levantou a sobrancelha.
 Me senti um pouco ofendida com o tom de voz dele. ― Eu mesma.
 Ele me fitou por algum tempo em silêncio.
 ― O que?  ― Já tava sem paciência.
 ― É…  ― ele pensou por mais alguns segundos  ― Estranho, eu acho.
E eu entendi o que ele quis dizer. A gente só se conhecia como um sendo a pessoa do outro. Nós éramos o amor da vida um do outro, a alma gêmea, a metade da laranja e qualquer outro nome que dão pra isso. Era algo fora do contexto esse nosso encontro, a gente aqui, como dois conhecidos que não se vêem há anos. Como que a gente foi se perder assim? Como que nossas vidas que pareciam tão juntas e tão entrelaçadas e tão grudadas, inventaram de mudar de rumo? Eu me sentia até culpada, eu acho. Era tudo bonito demais e triste demais e apaixonado demais pra ter acabado.
― É.
― Ainda escreve?
(Escrevo. Tô escrevendo um texto sobre você nesse instante.)
― Não ― Menti. ― Não tenho mais tempo pra isso. 
― Hum… Então você mudou.
― Mudei muito.
― Mentira sua ― Ele me olhou como uma criança implicante.
― Acredite no que quiser ―  Retribui o olhar.
― Aposto que ainda conta os dias e as datas.
― Não mesmo. Nem me lembrava mais disso. Aliás, que dia é hoje?
― Quanto tempo pro teu aniversário?
― Que?
― Quanto tempo falta. Para o teu. Aniversário. ― Ele falou pausadamente.
Engoli seco. ― Eu sei lá.
― Eu sei que você tá contando.
― O que? Eu mesm…
― Anda.
― Não sei.
― Diz.
― Não dig…
― Agora.
O encarei por alguns segundos até suspirar pesadamente.
― Três meses e quatro dias.
― Aniversário da tua cachorra.
― Sete meses e… seis dias. 12 de dezembro. Aniversário de Belo Horizonte. Dia da morte do José de Alencar. Aniversário do Silvio Santos também.
― Viu, eu disse.
― Grande coisa. Todo mundo tem uma mania.
― Grande coisa. Você não mudou nada.
― Cortei o cabelo.
― Não mudou a cor.
― Não assisto mais novela.
― Continua achando que a vida é uma novela mexicana.
― Não como mais miojo.
― Ainda odeia usar garfo pra cortar a carne. 
― Tá. Tá. Eu entendi. Não mudei. Você venceu. Agora, pra quê tudo isso?
― Pra me certificar.
― De que?
Ele olhou pro lado e suspirou. ― De nada. De nada. Ei… tem um cara parado ali feito um bobo, acho que ele ta procurando alguém.
Segui o seu olhar e avistei um cara com um combo de pipoca na mão.
De alguma forma ele sabia quem esse cara é. Estranho.
― É meu namorado. Eu… eu tenho que…
― Tem que ir. ― Ele balançou a cabeça positivamente.
Droga. Porque é tão difícil ir embora? 
― Então, até um dia.
― Até ― Ele pegou minha mão e deu um beijo, então deu um meio sorriso e foi se afastando.
Mordi o lábio enquanto o vi partindo ― já o vira partir tantas outras vezes. A gente nunca acha que um dia vai acabar. A gente sempre acha que vai ter mais, algum dia, alguma vez. Até que acaba. Até que o máximo de proximidade entre vocês seja apenas encontrar um ao outro na fila de um cinema. E não há nada mais triste que isso de seguir em frente. Não há nada pior do que desvencilhar sua vida da de outra pessoa. E mesmo com tudo, é como se não existisse realmente um fim, mesmo depois de ter tido um fim…
― Espera!
 Ele se virou pra mim com surpresa em seus olhos ― O que?
― Você!
― Eu…
― Você é minha coca-cola.
― Eu sou o quê?
― Minha coca-cola. ― Ele vinha se aproximando e eu fechei os olhos, tentando me lembrar das palavras dele anteriormente. ― “Significa que tu deixou de tomar coca, mas nunca vai deixar de tomar coca. Ela ta aí dentro de ti ainda.”
― E o que isso significa?
― Você sempre vai estar aqui, mesmo não estando.
Ele deu um sorriso triste, e pelo seus olhos, vi que o meu também era. Ele colocou uma mecha do meu cabelo para de trás da minha orelha e suspirou.
― Você sempre vai ser a minha coca-cola, também.
― Até mais então.
― Até um dia, preta.
Cada um seguiu em frente novamente ― e literalmente. Fui encontrar o cara com o combo de pipoca, mas não pude deixar de olhar pra trás e ver, por mais uma ― e talvez última ― vez, o cara com a camisa das formigas atômicas.
Acho que vou tomar coca-cola hoje. (Iolanda Valentim)
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necessidades:

Coca-cola, formigas atômicas e combo de pipoca.

 Tava na fila do cinema quando vi um cara com blusa das formigas atômicas acenar pra mim. Olhei duas, três, cinco mil vezes pra ver se eu não tava delirando. Ele vinha na minha direção com os braços abertos e eu calculei a distância entre o elevador mais próximo e eu. Não dava tempo de correr. Também não dava tempo de cavar um buraco no piso do shopping e pular dentro.

 ― Ei, preta. ― Ele me deu um abraço estranho de uma só mão e eu meio que abracei a outra mão dele e… hãm, foi um desastre. Mas meu coração doeu quando eu ouvi essa voz e esse apelidinho que anos atrás, eram suficientes pra deixar meu dia mais feliz. 

 ― O…hei… ã.  ― Eu queria dizer “Hey, oi, e aí?”. Mas não conseguia pronunciar direito.

 ― Quanto tempo né. 

 ― Pois é… ― Balancei a cabeça.

 ― É… e aí?  

 ― Tudo nice.

 ― Então… anos, né?

 ― Pois é. Três ou quatro.

 ― Acho que é quatro.

Três anos, nove meses e quatro dias, querido.

 ― É…

 ― Arram…

 ― Pois é.

Passamos algum tempo nos olhando constrangedoramente. Lembrei do tempo que nós tínhamos assunto. Era natural como respirar. Passávamos umas boas três, quatro horas no telefone. O assunto nunca acabava e o silêncio também não era um incômodo, nós meio que nos entendíamos. E olha só pra gente agora. Procurei na minha cabeça algum assunto que poderia falar com ele, mas não vinha nada. Estava quase correndo pra longe quando…

 ― Uma amiga minha te viu um dia desses.

Meses e meses atrás, corrigi mentalmente.

 ― Dalila?

 ― Não, não. Você não conhece.

― Então como ela sabe quem sou eu?

Ok. Já posso correr. Deveria dizer “não, é que assim, você é meio que o cara que eu mais amei na vida e meio que eu ainda falo de você pra Deus e o mundo”? Não né.

― Quis dizer que você não deve se lembrar dela, enfim, esquece.

― E esse suco aí na tua mão?

Olhei pra baixo e notei realmente que eu estava segurando um copo de suco de laranja. Alguém, que eu não me lembrava agora quem era, tinha ido comprar pipoca pra gente também, eu acho.

 ― É um suco.

 ― Tá brincando que é um suco? ― Ele ironizou. ― Tô querendo saber, é, cadê tua coca cola?

 ― Ah, sim, sim.  Não tomo mais, sabe. ― Era minha deixa. Ensaiei falar isso faz anos.  ― Mudei muito.

 ― Tu? Mudou? Tu? Parou de tomar coca? Ta beleza, eu acredito.  

 ― Não ta vendo o suco na minha mão? Parei de tomar coca.

 ― Não parou não.

 ― Parei. ― Queria jogar o suco na cara dele ― Isso aqui é suco.

 ― Mas continua querendo tomar coca.

 ― Isso não significa nada.

 ― Claro que significa. ― Ele sorriu ― Significa que tu deixou de tomar coca, mas nunca vai deixar de tomar coca. Ela ta aí dentro de ti ainda. Tu sempre vai desejar uma coca gelada que rasga a garganta. Pega logo uma coca.

 Verdade. Quase pude sentir o gosto enquanto ele dizia isso. Como eu queria coca-cola. Quase dois anos que eu não tomo e eu nunca deixei de querer tomar.

Mas enfim, o que tem haver?

 ― Que bom que só querer não dá celulite né?  ― Sorri.

 ― Você seria linda de qualquer forma. Com ou sem celulite.  ― Ele falou em um tom mais baixo e mais intenso, e eu tive um ataque cardíaco, pelo menos era o que eu sentia. Olhei pros lados disfarçando a timidez.

 ― E os caras?  ― Ele perguntou quando teve a certeza de que eu não iria mais responder.

 ― Que caras?

 ― Os caras, né.

 ― Hãm?

 ― Namorados, preta, namorados, problemas, paqueras, etc.

Ah sim. Isso me lembrou que tinha alguém comprando pipoca em algum lugar desse shopping. Olhei de relance pra ver se encontrava, mas aparentemente não estava em nenhum canto. Ou era culpa minha, que só conseguia ver o cara de camisa das formigas atômicas na minha frente.

 ― Tô namorando.

 ― Você? ― Ele levantou a sobrancelha.

 Me senti um pouco ofendida com o tom de voz dele. ― Eu mesma.

 Ele me fitou por algum tempo em silêncio.

 ― O que?  ― Já tava sem paciência.

 ― É…  ― ele pensou por mais alguns segundos  ― Estranho, eu acho.

E eu entendi o que ele quis dizer. A gente só se conhecia como um sendo a pessoa do outro. Nós éramos o amor da vida um do outro, a alma gêmea, a metade da laranja e qualquer outro nome que dão pra isso. Era algo fora do contexto esse nosso encontro, a gente aqui, como dois conhecidos que não se vêem há anos. Como que a gente foi se perder assim? Como que nossas vidas que pareciam tão juntas e tão entrelaçadas e tão grudadas, inventaram de mudar de rumo? Eu me sentia até culpada, eu acho. Era tudo bonito demais e triste demais e apaixonado demais pra ter acabado.

― É.

― Ainda escreve?

(Escrevo. Tô escrevendo um texto sobre você nesse instante.)

― Não ― Menti. ― Não tenho mais tempo pra isso. 

― Hum… Então você mudou.

― Mudei muito.

― Mentira sua ― Ele me olhou como uma criança implicante.

― Acredite no que quiser ―  Retribui o olhar.

― Aposto que ainda conta os dias e as datas.

― Não mesmo. Nem me lembrava mais disso. Aliás, que dia é hoje?

― Quanto tempo pro teu aniversário?

― Que?

― Quanto tempo falta. Para o teu. Aniversário. ― Ele falou pausadamente.

Engoli seco. ― Eu sei lá.

― Eu sei que você tá contando.

― O que? Eu mesm…

― Anda.

― Não sei.

― Diz.

― Não dig…

― Agora.

O encarei por alguns segundos até suspirar pesadamente.

― Três meses e quatro dias.

― Aniversário da tua cachorra.

― Sete meses e… seis dias. 12 de dezembro. Aniversário de Belo Horizonte. Dia da morte do José de Alencar. Aniversário do Silvio Santos também.

― Viu, eu disse.

― Grande coisa. Todo mundo tem uma mania.

― Grande coisa. Você não mudou nada.

― Cortei o cabelo.

― Não mudou a cor.

― Não assisto mais novela.

― Continua achando que a vida é uma novela mexicana.

― Não como mais miojo.

― Ainda odeia usar garfo pra cortar a carne. 

― Tá. Tá. Eu entendi. Não mudei. Você venceu. Agora, pra quê tudo isso?

― Pra me certificar.

― De que?

Ele olhou pro lado e suspirou. ― De nada. De nada. Ei… tem um cara parado ali feito um bobo, acho que ele ta procurando alguém.

Segui o seu olhar e avistei um cara com um combo de pipoca na mão.

De alguma forma ele sabia quem esse cara é. Estranho.

― É meu namorado. Eu… eu tenho que…

― Tem que ir. ― Ele balançou a cabeça positivamente.

Droga. Porque é tão difícil ir embora? 

― Então, até um dia.

― Até ― Ele pegou minha mão e deu um beijo, então deu um meio sorriso e foi se afastando.

Mordi o lábio enquanto o vi partindo ― já o vira partir tantas outras vezes. A gente nunca acha que um dia vai acabar. A gente sempre acha que vai ter mais, algum dia, alguma vez. Até que acaba. Até que o máximo de proximidade entre vocês seja apenas encontrar um ao outro na fila de um cinema. E não há nada mais triste que isso de seguir em frente. Não há nada pior do que desvencilhar sua vida da de outra pessoa. E mesmo com tudo, é como se não existisse realmente um fim, mesmo depois de ter tido um fim…

― Espera!

 Ele se virou pra mim com surpresa em seus olhos ― O que?

― Você!

― Eu…

Você é minha coca-cola.

― Eu sou o quê?

― Minha coca-cola. ― Ele vinha se aproximando e eu fechei os olhos, tentando me lembrar das palavras dele anteriormente. ― “Significa que tu deixou de tomar coca, mas nunca vai deixar de tomar coca. Ela ta aí dentro de ti ainda.”

― E o que isso significa?

Você sempre vai estar aqui, mesmo não estando.

Ele deu um sorriso triste, e pelo seus olhos, vi que o meu também era. Ele colocou uma mecha do meu cabelo para de trás da minha orelha e suspirou.

Você sempre vai ser a minha coca-cola, também.

― Até mais então.

― Até um dia, preta.

Cada um seguiu em frente novamente ― e literalmente. Fui encontrar o cara com o combo de pipoca, mas não pude deixar de olhar pra trás e ver, por mais uma ― e talvez última ― vez, o cara com a camisa das formigas atômicas.

Acho que vou tomar coca-cola hoje. (Iolanda Valentim)


Prometi a mim mesma que não iria mais chorar, que iria te esquecer de uma vez por todas, prometi que não iria mais me importar, que eu iria seguir em frente sem você. Porém eu não cumpri minha promessa. Quando eu te vi novamente meu coração bateu mais forte e as lembranças vieram a tona. Meus olhos se enxeram de lagrimas ao lembrar que você não pode ser meu e que eu não posso te abraçar, beijar, ter você pra mim. Desde aquele dia eu voltei a pensar em você, a imaginar nós dois juntos. Dói saber que isso é apenas um sonho […] Você está tão perto de mim e ao mesmo tempo tão distante.
(g-arotacomplicada e eterna-solitaria)
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Prometi a mim mesma que não iria mais chorar, que iria te esquecer de uma vez por todas, prometi que não iria mais me importar, que eu iria seguir em frente sem você. Porém eu não cumpri minha promessa. Quando eu te vi novamente meu coração bateu mais forte e as lembranças vieram a tona. Meus olhos se enxeram de lagrimas ao lembrar que você não pode ser meu e que eu não posso te abraçar, beijar, ter você pra mim. Desde aquele dia eu voltei a pensar em você, a imaginar nós dois juntos. Dói saber que isso é apenas um sonho […] Você está tão perto de mim e ao mesmo tempo tão distante.

(g-arotacomplicada e eterna-solitaria)


Eu sempre ouvi as pessoas comentando que o amor não tem idade. Hoje eu parei para pensar sobre isso. Não acho que seja do tipo que concorda que o amor possa ser aproveitado em todas as épocas da vida. O amor é jovem. É um dos sentimentos mais frescos que conheço. Ele cheira a juventude. Não é que eu ache que o amor não existe depois dos quarenta, ou trinta, ou sessenta. O que acontece é que, aos trinta, já não se tem o ânimo de amar como aos dezoito. É uma coisa que ninguém fala sobre o amor: Ele te cansa. Você sempre acaba tentando ser melhor do que realmente é, tentando ser a perfeição que desejaria ser mas, na verdade, sabe que não conseguirá se manter naquele patamar durante muito tempo. Acho que existe um tempo certo em que aguentamos lutar por amor. É para isso que a juventude foi criada. Para dar-nos força para lutar pelas coisas que merecem estar na nossa vida quando passarmos dos quarenta. Sei que acontece de grandes amores acontecerem em uma troca de olhares em uma praia quando já se passou dos cinquenta, mas esse amor é calmo, tranquilo. Não é aquele amor devastador que passamos toda a nossa juventude procurando. Sempre me falaram que eu era ranzinza demais para minha idade, que eu deveria acreditar mais nas pessoas e nos sentimentos. Disseram-me para colocar um pouco de fé na eternidade. Não me entendam mal, eu quero um amor que dure até a morte, mas tenho plena consciência de que minha busca por um amor assim deve ocorrer enquanto meu corpo ainda aguentar por isso. Eu não consigo me imaginar como algumas pessoas que vejo que chegam aos trinta se apaixonando perdidamente por pessoas que não vão fazê-las feliz. Ou vão, não sei. Elas tem um conceito estranho sobre a felicidade. Aceitam a traição, dizem: “A pessoa escolheu voltar pra mim. Ela me ama”. Não acredito nesse amor momentâneo. Demorei três anos pra falar pro meu primeiro namorado que eu o amava (e ele nem era mais o meu namorado). Enquanto as pessoas me olham e acham que eu sou fria demais, eu sei o quanto eu pego fogo. Só que eu não quero o que a maioria deseja. Eu não quero chegar aos trinta com o coração dos dezoito. Eu quero o coração preciso para cada idade. Eu pretendo me apaixonar loucamente um dia, daquelas paixões que te fazem ter vontade de largar o mundo, atravessar oceanos, mudar de cidade, morar junto, engravidar. Eu quero uma paixão que me faça rever todos os meus conceitos preconceituosos e que me faça mudar um pouco de opinião. Só que isso é paixão e as pessoas andam confundindo isso com amor. Se você se apaixonou pelo seu amor, você é realmente sortudo. Só que na maioria das vezes, simplesmente, não é assim. A vida precisa de loucuras para seguir em frente, mas não só de loucuras. Eu não quero ter trinta anos acreditando que ele vai largar a namorada para ficar comigo, que ele nunca mais vai me trair, que nós vamos ser felizes assim que eu desistir de fazer as minhas tatuagens, que casamento não é importante. Isso não foi feito para mim. Eu tenho dezoito anos e quero coisas loucas para os próximos quatro. Eu quero conhecer o mundo. Não só geograficamente, isso é o segundo plano. Eu quero é conhecer uma cartela de pessoas diferentes, por que é disso que eu sou feita: Misturas. Eu quero me apaixonar várias vezes e sofrer de amores e sonhar alto. Eu quero conquistar coisas que eu anseio, mas quero ter sempre pelo menos um dos pés do chão. Fincado no chão. Eu não quero voar sem freios na incerteza de que um dia voltarei pra casa. Eu quero ter a certeza de que a razão vai ser maior que a emoção. Então é, eu acho que o amor tem idade sim. Eu acho que a juventude é feita para caçar o amor e a maturidade para vivê-lo. Não o contrário. Já vi muitos casais se deixando por que estavam vendo que eram jovens demais para todo aquele amor que sentiam. Como também vejo pessoas perdoando coisas que juravam nunca perdoar pelo simples fato de que acham que podem manter um relacionamento amando pelos dois. Não existe isso de amar pelos dois. Eu queria que todos entendessem que o amor tem que ser uma balança equilibrada. Nunca um deverá amar mais. Embora isso não seja uma matemática certa, o amor tem que ser 50% cada um. Assim. Sem acréscimos. Sem dívidas. Quando se ama por dois, deixa-se de amar a si mesmo. Quando se ama por dois, não vê que o amor do outro pode ser entregue a terceiros. Quando se quer amar por dois, não está dando para perceber que só uma pessoa vai sair ferida: Você mesmo. Esse amor louco que todos querem, que todos correm atrás, que te faz perdoar traição, que te faz querer recomeçar tudo, que te faz perdoar mentiras, que te faz malhar na academia, que muda a sua opinião deve ser vivido na juventude. Lá para os quarenta o corpo não aguenta mais as fortes emoções e carece de estabilidade. O amor estável é aquele que dura sem data de validade. Aquele que casa sem pensar “Ah, qualquer coisa a gente separa”. Aquele que se ama no olhar. O verdadeiro amor eterno é aquele não é preciso ser posto a prova todos os dias. (Lazaroni)
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Eu sempre ouvi as pessoas comentando que o amor não tem idade. Hoje eu parei para pensar sobre isso. Não acho que seja do tipo que concorda que o amor possa ser aproveitado em todas as épocas da vida. O amor é jovem. É um dos sentimentos mais frescos que conheço. Ele cheira a juventude. Não é que eu ache que o amor não existe depois dos quarenta, ou trinta, ou sessenta. O que acontece é que, aos trinta, já não se tem o ânimo de amar como aos dezoito. É uma coisa que ninguém fala sobre o amor: Ele te cansa. Você sempre acaba tentando ser melhor do que realmente é, tentando ser a perfeição que desejaria ser mas, na verdade, sabe que não conseguirá se manter naquele patamar durante muito tempo. Acho que existe um tempo certo em que aguentamos lutar por amor. É para isso que a juventude foi criada. Para dar-nos força para lutar pelas coisas que merecem estar na nossa vida quando passarmos dos quarenta. Sei que acontece de grandes amores acontecerem em uma troca de olhares em uma praia quando já se passou dos cinquenta, mas esse amor é calmo, tranquilo. Não é aquele amor devastador que passamos toda a nossa juventude procurando. Sempre me falaram que eu era ranzinza demais para minha idade, que eu deveria acreditar mais nas pessoas e nos sentimentos. Disseram-me para colocar um pouco de fé na eternidade. Não me entendam mal, eu quero um amor que dure até a morte, mas tenho plena consciência de que minha busca por um amor assim deve ocorrer enquanto meu corpo ainda aguentar por isso. Eu não consigo me imaginar como algumas pessoas que vejo que chegam aos trinta se apaixonando perdidamente por pessoas que não vão fazê-las feliz. Ou vão, não sei. Elas tem um conceito estranho sobre a felicidade. Aceitam a traição, dizem: “A pessoa escolheu voltar pra mim. Ela me ama”. Não acredito nesse amor momentâneo. Demorei três anos pra falar pro meu primeiro namorado que eu o amava (e ele nem era mais o meu namorado). Enquanto as pessoas me olham e acham que eu sou fria demais, eu sei o quanto eu pego fogo. Só que eu não quero o que a maioria deseja. Eu não quero chegar aos trinta com o coração dos dezoito. Eu quero o coração preciso para cada idade. Eu pretendo me apaixonar loucamente um dia, daquelas paixões que te fazem ter vontade de largar o mundo, atravessar oceanos, mudar de cidade, morar junto, engravidar. Eu quero uma paixão que me faça rever todos os meus conceitos preconceituosos e que me faça mudar um pouco de opinião. Só que isso é paixão e as pessoas andam confundindo isso com amor. Se você se apaixonou pelo seu amor, você é realmente sortudo. Só que na maioria das vezes, simplesmente, não é assim. A vida precisa de loucuras para seguir em frente, mas não só de loucuras. Eu não quero ter trinta anos acreditando que ele vai largar a namorada para ficar comigo, que ele nunca mais vai me trair, que nós vamos ser felizes assim que eu desistir de fazer as minhas tatuagens, que casamento não é importante. Isso não foi feito para mim. Eu tenho dezoito anos e quero coisas loucas para os próximos quatro. Eu quero conhecer o mundo. Não só geograficamente, isso é o segundo plano. Eu quero é conhecer uma cartela de pessoas diferentes, por que é disso que eu sou feita: Misturas. Eu quero me apaixonar várias vezes e sofrer de amores e sonhar alto. Eu quero conquistar coisas que eu anseio, mas quero ter sempre pelo menos um dos pés do chão. Fincado no chão. Eu não quero voar sem freios na incerteza de que um dia voltarei pra casa. Eu quero ter a certeza de que a razão vai ser maior que a emoção. Então é, eu acho que o amor tem idade sim. Eu acho que a juventude é feita para caçar o amor e a maturidade para vivê-lo. Não o contrário. Já vi muitos casais se deixando por que estavam vendo que eram jovens demais para todo aquele amor que sentiam. Como também vejo pessoas perdoando coisas que juravam nunca perdoar pelo simples fato de que acham que podem manter um relacionamento amando pelos dois. Não existe isso de amar pelos dois. Eu queria que todos entendessem que o amor tem que ser uma balança equilibrada. Nunca um deverá amar mais. Embora isso não seja uma matemática certa, o amor tem que ser 50% cada um. Assim. Sem acréscimos. Sem dívidas. Quando se ama por dois, deixa-se de amar a si mesmo. Quando se ama por dois, não vê que o amor do outro pode ser entregue a terceiros. Quando se quer amar por dois, não está dando para perceber que só uma pessoa vai sair ferida: Você mesmo. Esse amor louco que todos querem, que todos correm atrás, que te faz perdoar traição, que te faz querer recomeçar tudo, que te faz perdoar mentiras, que te faz malhar na academia, que muda a sua opinião deve ser vivido na juventude. Lá para os quarenta o corpo não aguenta mais as fortes emoções e carece de estabilidade. O amor estável é aquele que dura sem data de validade. Aquele que casa sem pensar “Ah, qualquer coisa a gente separa”. Aquele que se ama no olhar. O verdadeiro amor eterno é aquele não é preciso ser posto a prova todos os dias. (Lazaroni)

Eu nunca gosto de nada e gostei tanto de você.
Tati Bernardi (via elasocurtejackdaniels)

(Source: c-a-n-a-r-i-o)


Eu bem que me controlo, mas sou tão sensível.
Clarice Lispector  (via m-akelast)

(Source: quotes-e-mais)